Como funciona a validação de CPF e CNPJ
Tanto o CPF quanto o CNPJ terminam com dois dígitos verificadores, calculados a partir dos números anteriores. Se você digitar errado qualquer algarismo, é muito provável que os dígitos deixem de bater, e é assim que cadastros e formulários detectam erros de digitação antes mesmo de consultar a Receita Federal.
O cálculo do CPF, passo a passo
Pegue os nove primeiros dígitos e multiplique-os por 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3 e 2. Some tudo, multiplique a soma por 10 e divida por 11. O resto é o primeiro dígito verificador (se der 10, vale 0). O segundo dígito repete a conta usando dez dígitos e pesos de 11 a 2.
Exemplo com 529.982.247-25: 5×10 + 2×9 + 9×8 + 9×7 + 8×6 + 2×5 + 2×4 + 4×3 + 7×2 = 295. Então 2950 dividido por 11 deixa resto 2, e o primeiro dígito é 2. Repetindo com os pesos de 11 a 2, a soma é 347, o resto de 3470 por 11 é 5, e o segundo dígito é 5.
E o CNPJ?
No CNPJ os pesos são 5,4,3,2,9,8,7,6,5,4,3,2 para o primeiro dígito e 6,5,4,3,2,9,8,7,6,5,4,3,2 para o segundo. Soma-se os produtos e divide-se por 11: se o resto for menor que 2, o dígito é 0; caso contrário, é 11 menos o resto. O validador também aceita o CNPJ alfanumérico, em que letras entram no cálculo pelo valor do código ASCII menos 48.
O que a validação não garante
- Um número válido na conta não prova que o documento existe nem que pertence a alguém: para isso é preciso consultar a Receita Federal.
- Sequências como 111.111.111-11 passam na matemática, mas são rejeitadas por convenção.
- Não informe documentos de terceiros sem necessidade: aqui nada é enviado, mas vale o cuidado em qualquer site.